Depois do sorriso do lagarto,chegou a hora da corneta. O negócio é cornetear. Não importa nada, nem ninguém. Se você espera um blog construtivo, politicamente correto, pois senta, e continua esperando. Aqui, olho no lance, a jogada é criticar e liberar o stress. Terapia é bom, mas cornetear, camaradas, não tem preço. Aliás, o blog é grátis, popular, e não precisa entrar na cota para ler. 
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terça-feira, 2 de março de 2010

2010: só catástrofe até agora.


Pois é, demorou, mas saiu. Depois de um fim de ano atribulado, com muito trabalho, e de férias bem merecidas no florão da América, a corneta vai voltar a tocar. Claro, agradecendo aos milhares de leitores, todos eles fictícios e imaginários, que enviaram lindos e emotivos apelos virtuais, pedindo a volta da corneta. Ela voltou, a corneta voltou novamente, partiu daqui tão contente, por que razão quer voltar? 

 Pois a corneta volta lúgubre, fúnebre. Se fosse bandeira, voltaria a meio mastro. Mas é corneta, então soa triste e pesada. Não há como ser diferente, considerando a quantidade de catástrofes ocorridas em 2010. Algo impressionante a quantidade de pessoas que já perdeu a vida, seja por inundação, terremoto, furacão, tempestade ou todas as opções acima. Se 2009 foi o ano da crise, 2010 parece decido a ser o ano da catástrofe. Em nota leve futebolística, vale lembrar que o inter, com minúscula, foi derrotado pelo Novo Hamburgo, com maiúsculas, em casa. E vem outras ainda, pois seu treinador uruguaio vai acabar deixando a galera vermelha na fossa. 

 Mas enfim, o que preocupa, entre tantas coisas, é a total falta de capacidade das autoridades incompetentes para enfrentar momentos de exceção como os que vimos desde o começo do ano, inclusive na noite mesma da virada, com o triste episódio de Angra dos Reis. Como cantavam os legionários urbanos, “pra que se explicar, se não existe perigo”? 

 Imaginem, faz quase dois meses que ocorreu o terremoto no Haiti, um país que em condições normais parecia que tinha acabado de passar por uma catástrofe, e as pessoas ainda estão sem saber o que fazer, sem ter para onde ir, sem receber nenhuma ajuda concreta de parta da  tão falada “comunidade internacional”, um monte de diplomatas ( antes fossem os chocolates) com pouco preparo e, no máximo, boas intenções. Amadorismo total. Nem o gauchão, organizado pelo enredado noveletto, é tão amador. A ONU não evolui, e sinceramente,  eu já joguei a toalha. O pior para o Haiti é que agora veio o terremoto do Chile, e vocês sabem, terremoto é como eliminado do Big Brother: o último é o mais badalado.

 Que tristeza ver as pessoas perdidas, desesperadas. O governo não aparece, mas na hora em que o povo invade os supermercados por um pouco de comida, mesmo que seja para o cachorro, como foi o caso da senhora chilena que saia do super com um sacão de ração, os milicos vem e baixam o cacete. Se fossem tão eficientes para dar uma resposta aos desastres, não seria muito melhor?